
Afinal, nesta altura do campeonato, muito já foi dito a respeito dos impactos negativos de executar tarefas simultâneas em nossa rotina, principalmente no trabalho. Salvo raras exceções, hoje sabemo.
Acontece que vivemos anos à sombra de uma mentalidade problemática: a ideia de que o comportamento multitarefa é mais vantajoso para as pessoas. E como se já não bastasse, vivemos diariamente uma verdadeira avalanche de estímulos.
Das mensagens instantâneas às inúmeras ofertas de conteúdos (alô infodemia!), passando pelas notificações das redes sociais e essa constante sensação de urgência que tanto nos aflige, o que não falta são empecilhos para mantermos a concentração em uma única atividade.
Nossa mente sofre com constantes interrupções e, pouco a pouco, parece que estamos perdendo a capacidade de simplesmente prestar atenção.

Assim como a emoção e a memória, a atenção é vista como um fenômeno altamente complexo, cheio de nuances e peculiaridades. Muitos pesquisadores defendem que seria impossível para o cérebro processar da mesma maneira tudo que acontece ao nosso redor.
Por isso, o foco atencional é considerado um recurso fundamental, pois nos permite selecionar aquilo que é mais importante no ambiente, privilegiando seu processamento cerebral em detrimento dos demais estímulos.
Em outras palavras, quando prestamos atenção em algo, nossa atividade cerebral é maior em resposta ao que estamos observando. E, claro, isso impacta diretamente a qualidade do que estamos fazendo.